Telma Hoyler (São Paulo, 1988) é artista visual e cientista social, tendo concluído em 2022 seu doutorado em ciência política pela Universidade de São Paulo.
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Transita entre a cidade e a floresta, entre a política e a poética, entre o mundo “de dentro” e o “de fora”. Ao invés de dualidades e oposições, procura cerzir os pontos de contato entre essas categorias, desgastadas pela forma binária como insistimos em categorizar o mundo. É a partir da consciência de si, que se pode promover melhores formas de coexistência no planeta; por sua vez, o que se cria coletivamente em sociedade, afeta nossa capacidade individual de tomar consciência de si. Está presente em sua prática, portanto, um constante questionamento das epistemologias que estruturam o modo como nos relacionamos e interpretamos a alteridade.
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“Do lado de fora”, sua pesquisa investiga o mundo da política, da democracia, os temas da coexistência e negociações da vida em sociedade. Desde 2018, busca traduzir para o universo visual reflexões e sensações despertadas ao longo da sua extensa pesquisa etnográfica junto a burocratas, políticos e lideranças comunitárias. Ao mergulhar nessas interações, coleta, reorganiza e nos apresenta artefatos institucionais da política. A partir do mergulho em seu próprio universo existencial, explora, assim, os avessos, os contornos, os fios soltos e emaranhados “do lado de dentro”.
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Cria a partir de múltiplas linguagens, incluindo escrita, costura, colagem, desenho e procedimentos de apropriação de imagens e sons para produção de vídeos e instalações sonoras. A palavra, como um dos modos de comunicação do mundo interior com o exterior, assume importante lugar. Entre seus trabalhos, destaca-se a linguagem têxtil e a produção contínua de séries ao longo do tempo, além de trabalhos site-specific, produzidos por meio da interação com espaço expositivo.​​
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​Exposições
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• Para entender a fúria, Espaço Tingê, curadoria de Thatiana Cardoso, São Paulo, 2025 (coletiva)
• Marcas de ordens provisórias, Edifício Vera, curadoria de André Fernandes e Renato Almeida, São Paulo, 2024 (coletiva)
• Estruturas do vazio, E se coletivo, curadoria de Omar Porto, São Paulo, 2024 (coletiva)
• Linhas de Força, superfícies de contato, Galeria Gare, curadoria de Mário Gioia, São Paulo, 2024 (coletiva)
• Living Democracy, Brunei Gallery, Londres, 2024 (coletiva)
• A exceção e a regra, Ateliê 397, curadoria de Erica Burini, São Paulo, 2023 (coletiva)
• E se ouvíssemos a casa? Casa Mulungu, São Paulo, 2023 (coletiva)
• 18º Salão Ubatuba de Artes Visuais, Ubatuba, 2022
• Festival Lux de Performance, Espaço Lux, São Paulo, 2022 (coletiva)
• E se a gente ficar?, Apartamento 01, São Paulo, 2022 (coletiva)
• Movimento (in)contido, Banca Curva, São Paulo, 2018 (exposição de obra e lançamento de livro de artista)
• Marias, Galeria Butantã, São Paulo, 2017 (coletiva)
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​​Publicações/mídia
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• Clima tempo (Unicamp) – Pedra lascada, pedra polida, 2022
• Revista Urdume (edição #6) – Jornada do confinamento, um diário bordado, 2020
• Livraria Confraria Vermelha (Porto, Portugal) – entrevista (online), março, 2020
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Cursos livres
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• Laboratório Método sem Método (Bruno Novaes, Instituto Adelina), outubro-novembro 2022
• Textos e Têxteis (Estefânia Lima e Salma Dória, Instituto Adelina), outubro-novembro 2022
• A linha e seus papeis (Edith Derdyk, A Casa Tombada), março 2021
• O que conta a história da arte? (Maria Helena Bernardes, ESPAI), setembro 2021
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​Residências e processos em grupo
• Acompanhamento artístico individual (André Komatsu, 2022)
• Casero Residência (Parque Itatiaia, Patricia Stagi, edição de inverno, 2022)
• Acompanhamento artístico (Julie Belfer, 2022)
• Acompanhamento artístico (Julia Demeter, 2019)
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